<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827</id><updated>2012-02-16T14:15:02.018Z</updated><title type='text'>a purga</title><subtitle type='html'>Debaixo da cama, guardo um espelho escuro que nunca consegui partir.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://depositoresidual.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-8773401874012886387</id><published>2009-06-02T01:01:00.002+01:00</published><updated>2009-06-02T01:05:39.038+01:00</updated><title type='text'>Dá-me.</title><content type='html'>Dá-me qualquer coisa que possa morder, qualquer que possa devorar quando me dá esta fome de te ter, de te desfazer, de enterrar os gritos da carne em ti, de te esmagar as formas entre o meu corpo e uma parede.&lt;br /&gt;Dá-me qualquer coisa que possa morder, desejar, desfazer, foder, quando me dá esta fome e não estás ao alcance do meu corpo e sem saberes mo provocas até ao fim da exaustão, até me sentir rebentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-8773401874012886387?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/8773401874012886387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/8773401874012886387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2009/06/da-me.html' title='Dá-me.'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-5718109633018539935</id><published>2009-05-20T23:24:00.004+01:00</published><updated>2009-05-20T23:31:24.529+01:00</updated><title type='text'>Dor (escombro)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecei por torcer o pescoço, encostar o nariz aos ombros, os dentes à pele. Depois, fiz força e mordi, até entrar no território da carne, o sangue em fuga.&lt;br /&gt;Mastiguei-me, senti cada osso a estalar-me entre os dentes, os tendões a separarem-se do corpo, os músculos fracos a despedirem-se do tronco.&lt;br /&gt;Não me doeu absolutamente nada. Como me costumavam dizer em criança "não é dor, é impressão".&lt;br /&gt;Foi à força da boca que me separei dos meus braços, um de cada vez, enquanto me cuspia o sangue e as entranhas.&lt;br /&gt;Não os quero mais. Eles querem demasiado agarrar-te. Eu quero demasiado agarrar-te.&lt;br /&gt;Matei-me os braços, que me caíram um a um no chão, para não poder não me despedir de ti.&lt;br /&gt;Entende que não me faz impressão que nos separemos.&lt;br /&gt;Dói-me.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-5718109633018539935?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/5718109633018539935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/5718109633018539935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2009/05/dor-escombro.html' title='Dor (escombro)'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-3161265936983888586</id><published>2009-01-27T02:13:00.003Z</published><updated>2009-01-27T02:35:00.235Z</updated><title type='text'>Rasto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mostro-te dois dedos, e apenas dois.&lt;br /&gt;Passo neles a língua. Sinto o meu sabor, a pele mais ácida do que esperava, fruto de suor, sabor a pensamentos sujos, crus, porque os pensamentos afinal também deixam marca no paladar.&lt;br /&gt;Devagar, mostro-te o que a minha boca te quer fazer pelo corpo todo, com tempo. Vejo-te nos olhos a surpresa, a fome a nascer de repente, devoradora nesse brilho que tens na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deito-me sobre ti, a boca a centímetros da tua. Deixo que me sintas a respiração pesada, as palavras a adivinharem-se. Depois, muito lentamente, pouso os dedos em ti, e deixo que eles desenhem um rasto da minha saliva na tua pele. Começo nos teus lábios e desço, a sentir-te todos os poros, a despertar-te o corpo. Desenho-te o queixo, passo-os pelo teu pescoço e controlo a vontade de te apertar, de dar uma desculpa à tua boca para que solte enfim um gemido.&lt;br /&gt;Continuo a descer, a ponta do indicador a desenhar o teu colo, o teu peito, cada fôlego teu a falar com a minha pele, directamente, sem intermediários. A tua pele e a minha, o teu corpo e o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tu e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-os descaírem pela tua virilha e sinto-te o corpo vibrar. Tenho tempo, gosto de te sentir o corpo assim, a tremer de ansiedade. Queres dizer alguma coisa, pedir? Não, não sou um animal... não, não escondo nada ao longo do dia. Sou só um homem, que te vê o fundo dos olhos e se sente tentado e livre para ceder aos instintos, totalmente, de uma única vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço-te esperar, entretenho-me à porta do teu corpo, a sentir-te cada esgar de ansiedade na cara. &lt;br /&gt;E é então que entro em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dois dedos, uma fome inteira. Provocas-me com as tuas esperas, agora quero vingar-me. Quero deixar-me levar pelo ritmo que tenho guardado no corpo, só para ti. Se me sabes ler o olhar de cada vez que te olho, então já adivinhaste esta fome há muito tempo.&lt;br /&gt;E é essa a fome que eu sacio agora, ao entrar em ti, os dedos com o sabor da minha boca a torcerem-se em ti, que me apertas, que me prendes no teu corpo. Sabes que te quero fazer gemer, que te quero ver os olhos em desespero, a brilhar de gritos mudos, sorrisos de carne, lascivos, devoradores. Não vou parar, quero deixar o meu corpo solto para abusar do teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois sim, é a tua vez. Deixo-te pedir o que quiseres.&lt;br /&gt;Pede.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-3161265936983888586?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/3161265936983888586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/3161265936983888586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2009/01/rasto.html' title='Rasto.'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-7713026632378299951</id><published>2009-01-09T20:09:00.003Z</published><updated>2009-01-09T20:34:46.857Z</updated><title type='text'>Do suor.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há em mim um suor antigo que o meu corpo não consegue expulsar. Vive nas profundezas da minha carne, na mais funda e escondida parte de mim.&lt;br /&gt;Tenho na pele rios escavados, secos de uma espera velha. Na boca, há palavras escritas num papel que já não existe. Repito-as todas as noites, vezes sem conta, numa raiva que a cada hora aumenta um pouco mais. Uma fome de vingança por ofensa nenhuma que me torna o corpo voraz e a mente cruel.&lt;br /&gt;Há uma língua que se quer apertar em ti, torcer devagar em ti, transformar o teu corpo em algo tão maleável, tão ágil quanto ela. Uma doçura na voz que se derrete nos teus ouvidos, derrete-se de calor, de medo, de cansaço, de uma raiva que não consegue controlar.&lt;br /&gt;Há em mim um suor antigo que o meu corpo não consegue expulsar, e hoje sinto-me afogado nele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-7713026632378299951?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/7713026632378299951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/7713026632378299951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2009/01/do-suor.html' title='Do suor.'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-2067249115863972743</id><published>2008-12-25T23:08:00.004Z</published><updated>2008-12-25T23:42:37.328Z</updated><title type='text'>Palavras soltas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tu, fecha os olhos. Fecha-os, porque eu sei que os queres fechar.&lt;br /&gt;Não tens de ler isto, ouvir, nem sequer sentir. Aqui, no sitio das palavras abandonadas, não existem ordens para serem cumpridas, da mesma forma que não há regras que possas quebrar. Guardo as palavras e a vontade do corpo até onde posso. Hoje tenho vontade de ti.&lt;br /&gt;Relê o parágrafo anterior devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero olhar-te nos olhos, com tempo. Procuro a parte de ti que adora sentir um homem a desejar-te, que gosta de provocar corpo e mente, insinuar para depois tirar com um sorriso.&lt;br /&gt;Conheces bem as palavras, sabes ler nelas a temperatura do corpo de um homem. Responde só para ti: até onde vais para incendiar um corpo, deixá-lo sem controlo, à tua mercê de mulher que gosta de ser dominada por um corpo dominado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim, no mais absoluto segredo (eu sei guardar um segredo, e tu?), que te prendo debaixo de mim, me liberto da Fome, da Raiva e deixo que os nossos corpos nos controlem.&lt;br /&gt;Deve ser viciante, derreter-te a máscara de cristal em suor.&lt;br /&gt;Abre a mente, o que eu quero fazer não conhece os limites do razoável.&lt;br /&gt;Quero fazer o teu corpo contorcer-se, transformar o teu sorriso de anjo numa boca de mulher, que suspira, geme e pede num sussurro que arde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-2067249115863972743?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/2067249115863972743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/2067249115863972743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/12/palavras-soltas.html' title='Palavras soltas.'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-6779117569362698835</id><published>2008-11-21T22:03:00.005Z</published><updated>2008-11-21T22:31:40.970Z</updated><title type='text'>O pedido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A ti, que desejas este corpo sob a força das tuas ordens, mostro-te a b&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SScwQiyy2HI/AAAAAAAAAAs/3d9EFZsANrU/s1600-h/Silencio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 377px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SScwQiyy2HI/AAAAAAAAAAs/3d9EFZsANrU/s320/Silencio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271234949636348018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ca &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;com que me ordenas. São estes os lábios que vejo quando me torturas com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; as tuas esperas, quando libertas a minha fome de Homem à mercê das tuas provocações, dos teus jogos de sabores salgados, acres, viciantes. É esta a boca sussurrante ao meu ouvido, os lábios que falam as palavras que troçam do meu corpo tenso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Tão tenso como está agora, com a imagem do teu sorriso de predadora escondida a corroer-me a cabeça e a sanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tu, que és personagem de uma história entre histórias, tens a obrigação de saber que as histórias não se encomendam, não se pedem... mas corromper assim o corpo de um homem que escreve dá resultados bem mais interessantes, que vão muito para lá das meras palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pela força da imagem desta boca que agora é a tua, concedo-te nas minhas últimas palavras a vitória:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, quero forçar-me na tua boca, deixar-me prender na tua garganta... transformar-te os gritos de satisfação em urros mudos que me façam vibrar o que de mais cru e animal há no meu corpo. Sinto uma fome cega de te foder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As histórias não se compram, não se encomendam... mas os corpos adoram deixar-se corromper.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-6779117569362698835?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/6779117569362698835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/6779117569362698835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/11/o-pedido.html' title='O pedido'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SScwQiyy2HI/AAAAAAAAAAs/3d9EFZsANrU/s72-c/Silencio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-8947723683106902584</id><published>2008-11-20T10:42:00.003Z</published><updated>2008-11-20T12:13:50.087Z</updated><title type='text'>Libertação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Um Mundo escuro, carnal e carnívoro. Dois corpos que se comem, um ao outro, com força de fome, de sentidos, de toques.&lt;br /&gt;Sabem a saliva escorrida, gritada, pedida... a ejaculações arrancadas, a gemidos gritados, a pedidos em surdina, de voz trémula, com palavras repetidas.&lt;br /&gt;Toda a doçura ficou finalmente lá fora, atrás da porta, onde não a vemos, não a ouvimos, não sentimos.&lt;br /&gt;Aqui, as mãos, corpos e mentes estão livres.&lt;br /&gt;Não há Amor aqui. Somos livres de mandar sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-8947723683106902584?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/8947723683106902584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/8947723683106902584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/11/libertao.html' title='Libertação'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-1697433630437861965</id><published>2008-10-27T22:45:00.002Z</published><updated>2008-10-27T23:15:15.948Z</updated><title type='text'>Segreda-me</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;A partir de uma certa hora senti a fome chegar-me ao olhar, o corpo a endurecer. Olhei cada uma das caras à minha volta, os gestos dos corpos a revelarem os segredos de cada uma daquelas intimidades.&lt;br /&gt;Percorri o espaço de um lado ao outro, devagar. Cada toque de cabelo me despertava o corpo. Apetecia-me tê-los a tocarem-me ao de leve o peito, a deixarem-se agarrar na minha mão, a servirem de rédea para um corpo a arder de gritos, de fome, de prazer.&lt;br /&gt;Tive olhares a pousarem no meu e a fugirem imediatamente. O olhar de um homem que se sente capaz de tudo é afinal capaz de desviar os olhos mais seguros, pertençam eles a que cara for.&lt;br /&gt;Procurava olhares que me desafiassem, que não fugissem de mim, corpos que se deixassem tocar, provocar, peles que sussurrassem devagar à minha. Senti gemidos, pedidos, gritos a insinuarem-se nos meus ouvidos.&lt;br /&gt;Mas não senti o animal em mim ser realmente acordado: não houve um desafio real, um olhar que desafiasse o meu, um corpo que me retribuisse a fome de domínio com domínio.&lt;br /&gt;Procuro uma luta, um desafio, um corpo que me provoque a alma e o físico até ao limite, até me deixar a gritar, a pedir.&lt;br /&gt;Quem és tu?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-1697433630437861965?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/1697433630437861965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/1697433630437861965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/10/segreda-me.html' title='Segreda-me'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-3089216500939364126</id><published>2008-10-21T18:15:00.003+01:00</published><updated>2008-10-21T18:18:31.723+01:00</updated><title type='text'>Prisão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;É aqui que me vingo dos teus jogos de Poder, das tuas provocações que me levam até ao limite.&lt;br /&gt;Quando te prendo o corpo debaixo do meu e te faço minha, mecânicamente, como um animal. Porque os animais são mecânicos na sua maneira de se destruirem uns aos outros, sem piedade, sem ouvirem, sem atenderem a pedidos.&lt;br /&gt;Continua a gritar, puta, pede mais.&lt;br /&gt;Aqui és minha, e eu faço de ti o que eu quiser.&lt;br /&gt;Joga agora, puta. Quero ver-te a tentar ganhar agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-3089216500939364126?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/3089216500939364126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/3089216500939364126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/10/priso.html' title='Prisão'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-6933172304385543883</id><published>2008-10-16T16:53:00.003+01:00</published><updated>2008-10-16T18:08:19.508+01:00</updated><title type='text'>Persistência dos sintomas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Continuava à procura dele, das invasões ao corpo, do homem que lhe transformava os delicados lençóis em animais que lhe raspavam as costas até lhe deixare a pele em ferida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Procurou-o em olhares de fogo nas caras dos transportes públicos, mas só encontrava olhares inertes, corpos resignados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desesperada, abordou um desconhecido no Metro. Não lhe interessava quem ele era, com quem se parecia. O corpo rugia-lhe numa fome que a cegava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Deixa-me fazer de ti um animal. Fode-me o corpo, quero ser a tua puta até ficar rouca de gemer...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O homem sorriu-lhe delicadamente, olhou para o relógio que levava no pulso e respondeu-lhe:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Claro que sim, menina. São sete e cinquenta e quatro. - dito assim mesmo, literal ao máximo de uma boca humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela sentiu-se abater, compreendendo imediatamente tudo. Era a persistência dos sintomas: tal como quando se encontrava esmagada contra os lençóis também agora não controlava as palavras, mas agora com o efeito exactamente inverso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não desistiu. Queria um corpo de Homem só para ela, urgentemente, fosse ele qual fosse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aproximou-se outra vez do desconhecido literal. Pousou-lhe a mão ao de leve no peito, e assim encostada roçou-lhe ao ouvido:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Não percebes?.. Quero que me enchas a boca de ti, que te venhas a agarrar-me a cabeça, a engasgar-me de ti...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O desconhecido literal voltou a dar-lhe o sorriso amável:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Claro que sim, menina. A menina sai na próxima, e sobe as escadas à sua esquerda. Eu não é se a esta hora a bilheteira ainda estará aberta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela baixou os olhos, a cara, o corpo. Saiu realmente na seguinte, sentou-se no primeiro banco e pela primeira vez em meses chorou de raiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Cabrão, filho da puta. Cala-me o corpo agora, cabrão de merda."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi assim que a persistência dos sintomas passou a ser uma enorme e dolorosa dúvida. E não havia folheto ou especialista que ela pudesse consultar, mesmo até ao fim da doença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-6933172304385543883?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/6933172304385543883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/6933172304385543883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/10/persistncia-dos-sintomas.html' title='Persistência dos sintomas'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-1634865170508963226</id><published>2008-10-15T22:39:00.003+01:00</published><updated>2008-10-15T22:42:56.898+01:00</updated><title type='text'>Desafio-te</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Um homem pode ser destruido, mas não derrotado."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ernest Hemingway)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-1634865170508963226?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/1634865170508963226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/1634865170508963226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/10/desafio-te.html' title='Desafio-te'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-3315240206889513672</id><published>2008-10-15T01:05:00.003+01:00</published><updated>2008-10-15T22:39:39.295+01:00</updated><title type='text'>Ordem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Debate-te no escuro, quando não te vejo sinto melhor o teu corpo a debater-se contra o meu, a apertar-me até ao desespero. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Corta-me o peito com cada sopro dos teus gritos. Solta-os todos, de uma só vez, sem parar. Quero ouvi-los ofegantes, gritados, agudos e sufocados como faz um corpo no limite das forças. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mesmo sem te ter ouvido sei exactamente como pedes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Faz-me pedir como tu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Aperta-me, espreme-me o corpo até me esvair dentro de ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-3315240206889513672?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/3315240206889513672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/3315240206889513672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/10/ordem.html' title='Ordem'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-5450673922287659396</id><published>2008-10-13T23:29:00.004+01:00</published><updated>2008-10-14T18:48:28.853+01:00</updated><title type='text'>Escorrer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ver-me escorrer pelo canto da tua boca quando começaste a gemer outra vez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;cada palavra tua ainda carregada com o meu sabor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é claro que me viciei em ti.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-5450673922287659396?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/5450673922287659396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/5450673922287659396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/10/escorrer.html' title='Escorrer'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985788111101467827.post-6171733346678598583</id><published>2008-10-13T22:34:00.005+01:00</published><updated>2008-10-14T18:48:41.869+01:00</updated><title type='text'>O fim das palavras</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Quero que saibas que nunca vais conseguir esgotar este corpo.&lt;br /&gt;Tem em cada músculo a raiva acumulada ao longo dos Tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao teu primeiro gemido, ofereço-te os meus dedos aos dentes.&lt;br /&gt;Prende-os até os marcares, até te ver chorar de frustração, de cansaço.&lt;br /&gt;Morde-me as mãos, grita os teus pedidos nelas, fá-las sangrar.&lt;br /&gt;Amanhã, quando acordar, quero poder ler em cada ferida um pedido teu, uma súplica, um grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me chegar ao fim das palavras.&lt;br /&gt;Quero ver-te morder a parede de gritos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985788111101467827-6171733346678598583?l=depositoresidual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/6171733346678598583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985788111101467827/posts/default/6171733346678598583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://depositoresidual.blogspot.com/2008/10/no-desistas-mas-quero-que-saibas-que.html' title='O fim das palavras'/><author><name>Depositário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16658347060472596621</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NfUt3zl0Q3c/SXkRwZ21dmI/AAAAAAAAAA4/cxdboElb7fQ/S220/Purga1.jpg'/></author></entry></feed>
